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Infallible Tour 2010/2011 I 06.07.2010
postado por Fabio Laguna
Saudações Nação Hangariana!
Sejam bem-vindos a mais um capítulo da nossa Infallible Tour 2010/2011. Dessa vez, dividirei com vocês o que rolou com o Hangar no mês de maio.
As atividades em grupo começaram no dia 19 de maio. Nosso primeiro show dessa etapa seria em Mococa, cidade em que resido. Então fui de carro para o nosso QG em Tatuí já que, após os dois dias de ensaio, iríamos direto para Mococa, no dia 20 à noite. A gente até que tinha levado “pouca” coisa para o ensaio, mas as previsões foram corretas: seria impossível colocar cinco pessoas no meu carro, mais as malas pessoais de uma turnê de 10 dias e ainda os equipamentos que usamos no ensaio e teríamos que colocar de volta no ônibus...
Ou seja, no dia 20, à noite, despachei o Martinez e mais sete volumes na rodoviária de Tatuí, e voltei para o sítio para carregar o carro e encaixar os passageiros. Isso mesmo: foi tudo muito bem encaixado em todos os possíveis espaços vazios do carro. No retrovisor eu só conseguia ver algumas malas, pois as cabeças do Mello e do Humberto estavam completamente alocadas entre a carga, rsrs...
E nem eu, o motorista, que geralmente tem certo privilégio de espaço numa situação como essa, tive tal sorte... Cheguei todo o banco pra frente, havia bagagem até no meu pé, entre os pedais, e a troca de marcha era só no pulso, pois era impossível utilizar o braço pra essa função... Se fôssemos parados pela polícia rodoviária nessa noite, certamente o susto do oficial e a multa seriam grandes... Por outro lado, a segurança era total, pois em caso de acidente, os air-bag(agens) já estavam acionados... Ahhh, e com todo excesso de peso, o carro quase ferveu, mas não foi nada demais. Conseguimos chegar a Mococa por volta da meia noite. Deixei o Mello, o Aquiles e o Humberto na casa dos meus pais, para tomarem um banho e se instalarem e voltei para a beira da rodovia, pois o Martinez havia perdido a conexão em Campinas e conseguiu pegar um ônibus que passava somente no trevo de entrada da cidade. Voltei pra casa dos meus pais pra deixar o Martinez e seus sete volumes de bagagem. A equipe já havia chegado algumas horas antes e estavam nos esperando para um jantar na chácara do Chimba, um grande amigo e cozinheiro de primeira! Ele é pai da Vanessa, e sogro do Beto, donos da Cachaçaria, casa onde tocaríamos no dia seguinte. Depois da bela macarronada e umas cervejas, todo mundo foi dormir.
O dia 21 seria de muito trabalho para mim. Acordei às 6 da manhã pra fazer as funções rotineiras de pai e dono-de-casa e às 9 da manhã assumi o papel de produtor do show. Tudo correu bem. Foi muito bom tocar na minha terra, pois seria a melhor forma de mostrar aos meus conterrâneos o que eu ando fazendo por aí, já que sempre perguntam... Por isso, o público conterrâneo era composto basicamente de amigos, os habitues da casa de show e alguns curiosos. Pelo menos metade da platéia era das redondezas da cidade. Não adianta, é aquela estória: “santo de casa não faz milagre”. E por outro lado, como o Rush sentenciou tempos atrás, “o mundo todo é um palco”, e é isso o que importa para mim.
Fica aqui os nossos agradecimentos a todo staff da Cachaçaria. Na madrugada do dia 22, logo após o ônibus estar carregado, partimos em direção a Caraguatatuba, no litoral de São Paulo, onde tocaríamos na Virada Cultural Paulista, ao lado do Plebe Rude e do Sepultura. Nessa viagem tivemos a companhia do ganhador da promoção “Dê um nome para o ônibus do Hangar”. Como ele, nós também tivemos sorte na escolha do felizardo. O Paulo também é músico, um grande admirador do heavy metal, uma pessoa muito tranqüila, e entendeu bem o espírito do Hangar.
Tanto que até ajudou o Lucas a desmontar o kit de bateria depois do nosso show. Além disso, ele é policial civil, ou seja, estávamos protegidos durante toda a viagem. Em um determinado momento, dentro o Infallibus, eu notei o volume na barra da calça dele e perguntei: “me deixa ver?”; rapidamente, como quem entende do assunto, ele já sacou a arma, tirou o pente das balas e me passou o revolver... Nessa hora teve gente dentro do ônibus que pulou da cadeira... “guarda essa merda!” kkkkkk...
Voltando ao trabalho, o show em Caraguá foi fantástico! Nós havíamos tocado no mesmo evento no ano passado numa situação completamente diferente: era o primeiro show do Humberto com o Hangar, então havia certa tensão no ar e, além disso, o cronograma atrasou muito e nós acabamos tocando depois das 3 da manhã, já muito cansados. Em 2010 a estória foi outra... O Humberto já está mais do que dentro do Hangar e tocamos em um “horário nobre”, às 22hs30. Como qualquer festival, o set list foi mais curto, mas muito intenso. Havia umas 5000 pessoas agitando muito com a banda, e bem do lado do palco, o mar e as luzes de Ilha Bela do outro lado do canal. Só quem é músico sabe como esses “detalhes” são inspiradores. Outra coisa muito bacana é notar que o respeito entre as “tribos” é muito grande hoje em dia. Hangar, Plebe Rude e Sepultura tocando juntos no mesmo palco sem nenhuma confusão na platéia. Depois do nosso show, o Phillip Seabra, vocalista do Plebe Rude, passou pelo nosso camarim onde demos boas risadas e dividimos nossas admirações mútuas e causos de estrada.
Fim do trabalho. Lanchinho no trailer. Todo mundo dispensado. O Martinez, o Bruno (técnico de guitarra) e eu aproveitamos o clima praiano pra caminhar até o hotel e se divertir um pouco com os headbangers que estavam perdidos pela orla de Caraguá. Afinal, nossa próxima atividade seria depois de cinco dias, e tínhamos o direito de relaxar um pouco.
No dia 23, ao meio-dia, saímos de Caraguá, em direção a São Paulo. Como teríamos uma longa viagem até Urussanga, em Santa Catarina, decidimos pernoitar na cidade de pedra mesmo. No dia 24, as 7 da matina, partimos para o sul. Decidimos passar por São Bento Baixo, distrito de Criciúma, onde ficaríamos novamente no sítio do nosso grande amigo Thiago “Hommer” Daminelli. À propósito, deixo aqui novamente em nome de todo Hangar, nossos eternos agradecimentos por conhecermos e termos o apoio de uma pessoa tão querida como o Thiago. Dessa vez a estada foi mais curta, então o pessoal ficou “descansando” mesmo. A galera só trabalhou na manutenção rotineira de alguns equipamentos, do busão, etc... Eu armei meu “estúdio portátil” em um canto da casa pra estudar um pouco e terminar uns trabalhos que estavam atrasados. Em uma das minhas idas até a pequena São Bento Baixo pra fazer compras para o sítio, combinei uma partida de futebol com o Hermes, que também se tornou nosso amigo e o Infallibus fica estacionado na frente da sua casa quando estamos por lá. A pelada foi na noite do dia 26, quarta-feira, e foi regada a muita gritaria e palavrões. Teve um pobre cidadão de São Bento Baixo que não agüentou a pressão e abandonou o jogo dizendo algo como: “não tem condições”, rsrsrs...
Na quinta-feira, depois do almoço fomos para Criciúma, onde rolaria uma sessão de autógrafos e depois disso partimos para o Ventuno Pub, em Urussanga, onde faríamos o show no dia seguinte. Chegando lá, fomos recepcionados com um delicioso churrasco, mas o grande acontecimento do dia foi outro... Para entrar no pub há uma subida muito íngreme e estávamos muito preocupados se o ônibus iria subir ou não.
Foi tenso, até porque já sabíamos que havia algo de errado com o motor e não queríamos forçar demais o Infallibus e prejudicar o resto da turnê. Enfim, depois de muita gritaria e confusão embaixo de chuva, conseguimos subir o ônibus até o local onde os equipamentos seriam descarregados no dia seguinte. Um detalhe mórbido: fazia três semanas que chovia sem parar na região serrana de Urussanga. Ou seja, o ambiente era úmido e mofado e a presença do público no show era incerta, já que, além disso tudo, o Ventuno Pub fica na área rural... Massss, dessa vez Murphy se deu muito mal: no dia seguinte, mesmo com pancadas de chuva durante dia e noite, a casa estava cheia e o show foi muito energético. Eu particularmente prefiro tocar em locais menores, porque a interação público-banda é muito mais intensa: não tem como fingir, ficamos cara a cara com o ouvinte. Gostaríamos de agradecer a toda família Ventuno, especialmente ao Everaldo e à Elisangela que tornaram nossa passagem em Urussanga a mais prazerosa possível.
No dia seguinte, em nossa última etapa dessa nova passagem pelo sul do Brasil, seguimos para Tubarão às 9hs30 da manhã. Chegando lá, fomos direto para uma loja de instrumentos, onde teríamos uma sessão de autógrafos. Depois do almoço, seguimos para a casa de shows, também chamada Hangar. A sala era maravilhosa e teríamos condições de montar todo o nosso equipamento. Tudo transcorreu muito bem nesse dia até na hora do show... Havia uma banda cover local que iria fazer a abertura. Como se tratavam de pessoas que nós já conhecíamos e respeitávamos, achamos que estava tudo bem em deixarmos que eles fizessem o trabalho deles e pensamos que respeitariam o nosso... Daí o nosso amigo Murphy compareceu para fechar essa turnê com chave de ouro. Resumindo: a banda de abertura teve das 21hs até as 00hs para passar som, tomar
banho, namorar, passar maquiagem e o que mais julgassem necessário...
Como se já não fosse muito tempo (na estrada, 3 horas é uma eternidade, é quase o triplo do tempo que levei pra escrever esse diário, aqui, direto do Infallibus, em Florianópolis), resolveram chegar atrasados e não cortarem nada do set list! Olha só, não tenho nada contra bandas cover, até porque também trabalho com algumas, mas querer prejudicar o Hangar, uma banda que viajou quase 800 quilômetros para estar ali, que disponibilizou grande parte do seu sistema de som e em momento algum atrasou ou atrapalhou outra banda é o fim da picada! Se fosse em outra cidade, onde os caras precisassem vender o seu peixe a qualquer custo, eu até entenderia. Mas essa banda cover estava tocando “em casa”, para os amigos, pra levar tapinhas nas costas e escutarem: “nossa, você copiou aquela música direitinho”. É aquele velho ditado: é a estrada que separa os homens dos meninos.
Enfim, o show de Tubarão foi “morno” porque começamos a tocar era quase 2 e meia da matina; não há público ou banda que agüente tal maratona sem perder o tesão. De qualquer forma deixo aqui nosso agradecimento pela boa vontade do Marcão Wonka e o Eder, responsáveis pela produção local. E também por ajudarem na carga, já que acharam que os carregadores eram dispensáveis e também foram abandonados pelos seus amigos da banda de abertura.
Logo após o show, o Mello, o Martinez e o Bruno seguiram para Porto Alegre e o resto da trupe foi para o hotel para cochilar um pouco. Partimos às 9hs30 para São Paulo onde ficaram o Aquiles, o Humberto, o Pepe e o Lucas. O Fábio “Didi”, motorista do Infallibus, achou que dava pra seguir até Mococa no mesmo dia, então seguimos viagem e às 2 horas da matina, depois de 16 horas de viagem, a turnê pelo sul estava encerrada.
Até o próximo capítulo!!!

Tudo de novo, mas tudo NOVO!!! I 25.05.2010
postado por Hangar
Tudo começa em... Hummm... Mas, de novo esse papo?! É só o começo? Sssssim! Desde a última aparição do Hangar, em dezembro do ano passado, estivemos concentrados na pré-produção da turnê de divulgação do nosso último disco, o Infallible. Resumindo a longa jornada que será relatada abaixo, contaremos tudo o que antecede uma turnê com uma estrutura relativamente monstruosa de 16.200 quilos e tudo o que está diretamente ligado a isso... coisas como burocracias em geral, logística, teste do equipamento, treinamento de equipe, manutenção, limpeza.... E, claro, no final, temos que ser músicos também, estudar, ensaiar por horas para estarmos prontos física e psicologicamente para o nosso momento mais esperado: o show.
Fábio
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Enquanto isso em Gravataí...100 dias de correria....
Bom galera, depois do nosso último show em 2009, no SESC Pompéia, viajamos todos para Gravataí. Nossa tarefa seria ir até a cidade de Estrela, onde estava o ônibus do Hangar, e levá-lo até Porto Alegre para uma sessão de fotos, uma entrevista para o jornal Zero Hora, na RBS, e por fim uma passada na empresa Selenium, onde apresentaríamos a reforma do busão aos executivos da empresa. Consegui um motora vizinho (Carlos) que poderia fazer este trajeto conosco. Como era um dia especial, nos vestimos a caráter em um dia de calor infernal. Na saída, já o primeiro problema: o ar condicionado funcionou somente nos primeiros 30 kms. Os outros 100 foram feitos tipo “saúna”. Lá estava o “Contrário” novamente atacando. Achamos um defeito no sistema de ar chamado “Rodo ar”, que alimenta os pneus, os freios, a suspensão, etc. Tivemos que parar e por pouco não perdemos a passagem para a sessão de fotos na Selenium. Conseguimos chegar exatamente no horário e fomos bem recebidos pelo Fábio Floriani, o Richard Powell, o Rodrigo Kniest e todo o staff da empresa. Todos contentes com o resultado da “transformação” do ônibus, que agora estampa os logos da Maverick, marca de amplificadores do grupo Selenium. Após estes compromissos os colegas de banda foram embora e eu e o meu vizinho motorista fomos até Estrela, entregar novamente o ônibus para os reparos faltantes. Descobrimos que o adesivo da traseira havia sido colado errado, com os logos tortos. Faltava o H na parte superior do “bus”, o ar estava capenga e ainda estávamos com a documentação incompleta.
Chegamos ao Natal e o Aquiles e família foram para Porto Alegre e tivemos como nos reunir em um grande churrasco na minha casa, acompanhados por amigos como o Rafa Dias, do Batera Store. Passado o final de ano, a empresa que estava reformando no ônibus entrou em recesso ate o dia 05, data em que colocamos a noticia e as fotos no nosso site. Na nossa cabeça o ônibus deveria estar pronto até o inicio de fevereiro, já que iriamos fazer um “test drive” do nosso equipamento durante o carnaval na cidade de São José do Rio Pardo, perto de Mococa, em São Paulo. Comecei a correr atrás do que faltava. Novas impressões das artes que estavam erradas, ar condicionado e a documentação, além dos equipamentos que a Selenium iria nos fornecer e que não estavam prontos. No dia 08 de janeiro mais uma vez fui à cidade de Estrela. O pessoal tinha feito uma nova entrada de ar para o exaustor do ar condicionado, o que supostamente iria fazê-lo resfriar mais ainda e manter a temperatura baixa na parte de cima do ônibus. Parecia que iria dar certo (mais tarde viria saber que não daria certo, mas isso vem depois...). Levei o ônibus até outra empresa em Estrela para cuidar das partes de freios, direção, rodo ar e lâmpadas que não estavam funcionando. Enquanto faziam a manutenção que duraria uma semana, marquei a primeira vistoria no DETRAN e no Inmetro, para fazer a transferência da papelada normalmente. Na outra semana, dia 15, fui novamente a Estrela e trouxe o ônibus até Porto Alegre para a vistoria no DETRAN. O Martinez acompanhou a mesma e para nossa surpresa descobrimos que o ônibus estava com dois lugares a menos do que o permitido, o motor estava irregular pela falta de uma placa de identificação e por fim uma das portas do maleiro caiu devido ao desgaste da borracha que a prendia. Lá fui eu novamente para Estrela levar o “bus”. Meu prazo já estava esgotando e ainda faltavam muitas tarefas. Percorri quatro cidades e empresas atrás de mais duas poltronas, porém não havia disponíveis.
O pessoal de Estrela cuidou de colocar a porta do maleiro no lugar e finalmente conseguiu duas poltronas simples e velhas para completar o número que precisávamos para que o DETRAN e o Inmetro aprovassem. Estávamos na ultima semana de janeiro e a substituição do adesivo da traseira ainda não havia sido feita. Finalmente localizei o funcionário da empresa e no último dia foi feita a alteração. Enquanto isso o Fábio em Mococa conseguiu um motorista para conduzir o ônibus de Estrela no Rio Grande do Sul até Mococa, em São Paulo. Chegou a primeira semana de fevereiro e finalmente achei que estava tudo ok. Liguei para o despachante. Compramos a passagem para o motorista vir de Mococa e, quando ele chegou, fomos até Estrela e paramos na Selenium para colocar os equipamentos pendentes no ônibus e seguir viagem. Chegando lá a grande surpresa, não poderíamos viajar, pois o ônibus teria que passar por mais uma vistoria no DETRAN e Inmetro e também porque o motor do mesmo pertencia a outro ônibus! Havia sido trocado! Precisávamos de um documento comprobatório desta troca emitido pelo fabricante. Meu Deus, o Contrário já estava lá, agora o Murphy... quem mais iria aparecer? Perdemos o investimento no motorista e o mandamos embora. Tivemos que fazer o test drive do equipamento usando um caminhão alugado para o transporte. Além de pagar as passagens pro motora não levar o ônibus até Mococa, tivemos que pagar o frete para transportar tudo. Prejuízo de, no mínimo, 2 mil reais... Deixei o ônibus estacionado no pátio da Selenium e entrei em contato com a Viação Cometa (proprietária original do ônibus). Expliquei a situação e eles prontamente entenderam e falaram que em DUAS semanas estaria tudo resolvido. Vinte dias depois recebi em casa a correspondência assinada pela Viação Cometa, se responsabilizando pela troca dos motores do ônibus. Finalmente consegui marcar a vistoria final. Deu tudo certo e agora só faltava a emissão do documento com a transferência completa.
O tempo passou e o pessoal da Selenium precisou usar o espaço na empresa e tive que tirar o ônibus de lá. Novamente meu vizinho e motorista, Carlos, ajudou e conseguiu uma garagem perto de casa onde deixamos o ônibus em segurança. É uma empresa de viagens que por coincidência tem um ônibus igual ao nosso, assim pude ter várias dicas de funcionamento do mesmo. Aproveitei para colocar as fechaduras nos maleiros e adivinhem... mais uma porta caiu. Tive que descobrir onde vendiam a borracha para colocar a porta no lugar e passamos dois dias tentando sem sucesso arrumá-la. Finalmente consegui uma empresa especializada que cuidou do assunto... Mais dez dias se passaram e finalmente o documento chegou. Nosso primeiro show estava marcado para o dia 01 de abril, sim o dia da mentira... então marcamos a nossa primeira viagem de Gravataí até Mococa, onde estava nosso equipamento, para o dia 23 de março. Mais uma vez o Fábio conseguiu um “brother” chamado “Lenoir” para dirigir. O Aquiles e o Lenoir chegaram em Porto Alegre no dia 22 de março e no dia 23 pela manhã zarpamos de Gravataí, às sete da manhã. Começava uma nova etapa para a banda. Pela primeira vez o ônibus do Hangar estava em uma missão. Eu realmente estava muito ansioso, tentando controlar tudo, já que não sabia o que esperar. Quantos quilômetros seriam por dia? Qual seria o consumo? Etc, etc... Fizemos a viagem em duas etapas, no primeiro dia foram 770 kms até Curitiba, onde dormimos e no segundo dia mais 580 kms até Mococa.
Durante a viagem tivemos mais uma vez a baixa do ar condicionado, que parou novamente de funcionar, agora acompanhado pelo gerador. Nada mais normal... Chegamos a Mococa no dia 25 onde começamos a pré-produção da turnê... Bom, a partir daí aconteceu de tudo, explanações, desistências, gritarias, mais Murphy, mais Contrário... Mas quem pode contar mais um pouco sobre esta parte é o Aquiles.
Mello
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Enquanto isso, em Mococa...
Em janeiro programamos um teste de campo para o nosso novo equipamento. Durante o feriado do Carnaval, disponibilizaríamos nosso sistema de sonorização para a realização de 7 apresentações ao ar-livre, para aproximadamente 2000 pessoas. Ou seja, nossos queridos equipamentos passariam pela maior prova de resistência que poderiam suportar. Assim, no final de janeiro, os últimos itens que faltavam em nosso sistema chegaram à casa dos meus pais, onde havia um espaço maior para armazenamento.
Como eu iria trabalhar durante o Carnaval, o Martinez e o PP foram para São José do Rio Pardo, a cidade onde foi realizado o teste do equipo.
Fábio
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Enquanto isso em São José do Rio Pardo...
Depois que tudo foi transferido de Mococa para São José do Rio Pardo, iniciamos a montagem do sistema na quinta-feira que antecedeu o feriado do Carnaval. Dessa forma tivemos tempo suficiente para cuidar dos últimos detalhes. Por exemplo, não havia extensões para ligar as 8 colunas do PA Ciclotron e todos os monitores
Selenium no palco. Ou seja, passamos algumas horas cortando cabos e parafusando as extensões que levariam energia a todo equipamento. Também havíamos deixado pra última hora (como todo bom brasileiro que se preze) um detalhe muito importante: a compra de lonas para cobrir os equipamentos em caso de chuva... Dessa vez conseguimos ser mais rápidos do que nosso velho amigo Murphy... Assim que as lonas chegaram ao local das apresentações e foram estrategicamente espalhadas sobre os equipamentos, a primeira tempestade chegou com força! E passou sem deixar estragos...
Fábio
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A operação carnaval foi uma carga e tanto. Estivemos todos os dias do reinado de momo eu e Daniel PP das 11 da manhã até 5 da manhã em função da passagem de som e monitoração dos equipamentos. Nada como ser dono da própria vida nessas horas era o que eu pensava enquanto dobrava uma das 5 lonas de 6x5 metros no sol do meio dia a beira da piscina e em frente ao palco. As pessoas que realmente vivem o metal 24 horas 365 dias por ano podem conviver e entender a gente. Feriado, festinha, matal, aniversário... Músico de verdade não tem esses luxos. Mais do que músico, somos donos do nosso próprio negócio, da própria vida. Isso compensa tudo. A operação toda acabou com poucas baixas e pudemos constatar o poder da nossa estrutura. Agora só restava fazer caber tudo no ônibus. E a filosofia para tanto seria: “se cabe, leva!”. Foi assim que chegamos as 4 toneladas e uma advertência na balança da rodovia...
Martinez
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Enquanto isso, na Selva Amazônica...
Após o show de Dezembro no SESC Pompéia, voltei para casa, para rever a família e comemorar as festas de final de ano. Enfim, que venha 2010! Pensei... Ufa que alegria de comemorar a chegada do ano em que farei a minha primeira tour com o HANGAR! Estava tudo bem, até que no dia 2 de Janeiro, enquanto jogava futebol na quadra com meus filhos, pisei em falso torcendo o joelho e... Isso mesmo, fudi o joelho! Dor *@**&¨%!!! Fui ao hospital e o médico falou pra mim: “você machucou o menisco e só o tempo dirá se você precisa ou não fazer uma cirurgia”. O FDP ainda manda me aplicar uma injeção de voltaren e outra de dipirona, mesmo eu tendo falado que era alérgico ao AAS (ácido acetil salicílico), presente em 90% dos analgésicos. Voltei pra casa sem andar, sem mexer a perna, com o joelho travado MESMO e, logo em seguida com os olhos muito inchados por causa da reação alérgica aos medicamentos que tomei no hospital. PARABÉNS!!!
Passei 3 dias com os olhos inchados, mas, isso é o de menos, pois o joelho continuava muito ruim, muito inchado e travado pelos próximos 25 dias. Isso mesmo, eu não conseguia sequer mexer a perna, mesmo passando o dia inteiro com bolsa de gelo, usando pomadas, sprays diversos, tomando os mais variados chás caseiros pra ajudar na desinflamação do menisco, pois não posso tomar nenhum anti-inflamatório devido a maldita alergia aos compostos químicos presentes na formula de todos eles.
Era terrível pra tomar banho, dormir e tudo o mais que vocês possam imaginar! Passados mais ou menos 27 dias o joelho começou a desinchar e eu me aventurei a mover a perna, onde dia após dia com a ajuda da minha amiga muleta, consegui dar os primeiros passos, agarrando nas coisas como uma criança aprendendo a andar, porém com uma diferença... Eu morria de medo da dor na perna, que ao menor esforço era insuportável ainda. Eu estava entrando em parafuso, pois achava que talvez não andasse mais e ao mesmo tempo a data de viajar para a tour estava próxima. Estava muito tenso com isso, porque não queria de maneira alguma ter que adiar os compromissos com a banda.
Com a melhora repentina do meu joelho, comecei a literalmente dar alguns passos, porém bem curtos, pois não tinha mais firmeza alguma na perna devido a lesão e pelo tempo sem movimentá-la. Com isso, só conseguia ficar de pé com a ajuda da muleta ou simplesmente numa perna só, como um “saci”, rsrsrsr!
Mais alguns dias de angústia e dor, comecei a caminhar sem a companheira e iniciei uma nova amizade com aquela que não falava nada, mas, que corria junto comigo... A esteira!!! Sempre à minha disposição em qualquer horário que eu precisasse dela, sem cobrar nada, aguentando pisadas cada vez mais fortes, sem nunca ter reclamado disso. Mais algumas semanas e aqueles quilinhos que havia ganho devido ao meu forçado “descanso”, sumiram graças a minha grande e agora inseparável amiga esteira.
Logo em seguida, enquanto meus companheiros de banda resolviam uma infinidade de problemas com o nosso ônibus, equipamento e tudo o mais, eu me preparava psicológica e fisicamente para nossa tour, sendo a minha primeira com o HANGAR. A ansiedade tomava conta de mim a cada dia que passava, pois eu tinha a certeza que iria ter de encarar um repertório insano, repleto de músicas cheias de drives, notas altas, etc.
Os vizinhos devem ter ficado loucos de ouvirem tantos gritos ecoando em suas casas, hahahaha....Sim, isso é verdade! Eu passava algumas horas por dia “gritando” (cantando) as músicas que provavelmente fariam parte do set list.
Humberto
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Enquanto isso na Europa...
Bom, como todos sabem, fui convidado a tocar numa tour européia com o guitarrista Vinnie Moore e para minha felicidade, tudo aconteceu em boa hora, quando o Hangar não estaria em atividades... Tocar com o Vinnie foi um aprendizado e tanto, depois de tanto tempo, tive a chance te experimentar a sensação de ser side man outra vez. Na verdade foi bem diferente do que eu imaginava, pois ele sempre deixava sua banda decidir junto como faríamos com relação à agenda e tudo mais...
No entanto, minha cabeça também estava no Hangar, pois toda a parte burocrática do ônibus ficou com o Mello e enquanto estava em SP eu acompanhava à distância.... O Mello sofreu bastante, pois cada semana aparecia algo novo que precisava ser feito para que a documentação estivesse ok.
Estávamos em contato o tempo todo e muitas vezes enquanto eu ainda estava na Europa, marcávamos encontros pelo MSN para tomar decisões sobre essas coisas...
Muitos assuntos foram resolvidos dessa forma, pois eram coisas que não poderiam esperar... Inclusive, muita coisa da reforma do ônibus teve que ser refeita e isso gerou muito estresse para a banda... Nas primeiras viagens, tivemos problemas acentuados com o ar condicionado e tivemos que viajar sem ar por alguns trechos... A vazão de ar refrigerado no compartimento onde fica o compressor do ar era insuficiente... Levamos em várias pessoas até que a própria banda conversou e chegou numa conclusão depois de viajar 1400 km para voltar de Mococa/SP para Porto Alegre/RS... Foi uma estréia muito dura...
Aquiles
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23 de Março de 2010...
Dia em que voei para terra da garoa, onde iria encontrar-me com meus irmãos de banda. Chegando lá, fui direto ao apartamento do meu amigo Milton Córdova, onde sempre fico hospedado (coitado dele). Cuidei de “arrumar” a mala da tour, pois no dia seguinte estava marcado o grande encontro com o nosso Scania CMA de 6 cilindros turbinado, vindo de Porto Alegre já com Mello, Aquiles e Martinez.
Já no local combinado, conheci o Menegatto, que iria trabalhar de roadie conosco e, que também estava esperando a nossa locomotiva passar para embarcarmos em direção a Mococa, onde iríamos pegar o restante do Equipamento, além de Fábio Laguna.
Com um certo atraso devido o trânsito louco de São Paulo, eis que aparece imponente, brilhando em plena Marginal Tietê, a nossa máquina infalível. Foi uma grande sensação adentrar na locomotiva da banda, sabendo que ela nos levaria não apenas para qualquer lugar, mas, para a tão esperada Infallible Tour.
Muito bem.... Cintos atados, Mococa nos aguarda!
Chegando lá, já estava à nossa espera o Sr. Fábio Laguna, que imediatamente nos levou à casa de seus pais, aliás, muito simpáticos e prestativos, nos acolhendo em sua casa com muito carinho e atenção.
No dia seguinte, ainda em Mococa, fomos arrumar o ar condicionado que havia parado. Conseguimos, porém no outro dia, o contrário reaparece ferrando dessa vez o gerador que superaqueceu quase derretendo os fios e provavelmente iria explodir tudo. Ufa! Ainda bem que isso não aconteceu!
Humberto

Mixagem e Masterização finalizada!!! A master está na mão… I 18.06.2009
postado por Aquiles Priester
Daqui a algumas horas embarco de volta para o Brasil, depois de uma jornada de quase 25 dias pela Europa... Mas
prefiro pensar de outra forma... Agora começa tudo de novo na hora de pensar que temos que promover o disco...
Mas melhor não pensar nisso agora...
Desde fevereiro estamos trabalhando nesse disco e não dá para acreditar que ele já está pronto... Me lembro de
como cada nota desse disco apareceu para a gente no pacato sítio da cidade de Tatuí e poder ver aquelas idéias
agora mixadas pelo Tommy Newton, realmente dá uma grande emoção...
Mas agora, estou realmente muito cansado e mal vejo a hora de entrar o avião e ouvir pela primeira vez o novo
disco do Hangar pronto, do início ao fim.
Volto a escrever em breve e prometo postar um vídeo inédito com trechos da mixagem.
Até mais,
Aquiles

Diário de Mixagem Hangar: Pitcho Canário Rules I 07.06.2009
postado por Aquiles Priester
Já faz quase uma semana que estou em Celle, na Alemanha mixando o disco do Hangar.
Nem parece, mas já faz dois anos e dois meses exatamente que eu e o Fábio estivemos aqui para mixar o The Reason of your Conviction... O tempo passa depressa... Para ser bem sincero, eu bem que gostaria, mas não achava possível a gente estar aqui de novo em 2009 mixando outro disco.
Tem muita coisa diferente dessa vez... Agora somos mais próximos do Tommy e já deu para perceber que ele está gostando muito do resultado das músicas, mas como ele mesmo disse, dessa vez as músicas estão mais maduras e estamos levando mais tempo para fazer tudo soar como deve. A primeira música que mixamos, foi a S.M. e levamos somente três dias para finalizá-la... “Três dias sim senhor, por quê? Algum problema?”
Esse é o novo jargão da banda... Essa frase foi extraída do filme “Tropa de Elite”, quando o capitão Fábio vai apresentar a oficina dos carros para um dos “aspiras”... O cara pergunta: Isso aqui é a oficina? E o capitão responde: - É sim, por quê? Algum problema?
Repassamos isso para o Tommy, quando discordamos de alguma coisa... Why? Some problem? No começo ele achou meio estranho, mas agora ele tem nos falado isso quando está fazendo alguma coisa e perguntamos o que ele está fazendo... Ahahahahaha!
A segunda música, B.O.A.T.S. levou dois dias... Estamos na terceira hoje, T.T.F. e devemos finalizá-la nas próximas horas e iniciar outra... Até segunda, devemos ter umas 5 músicas prontas...
Não vou falar sobre o resultado da mix, pois sou suspeito... MAS ESTÁ MUITO ACIMA DO IMAGINÁVEL... SENDO BEM SINCERO... AHAHAHAHAHAHA
Fora a parte da mix que é muito legal, pois vemos a música começando do zero e tomando forma, a rotina é algo que me mata... Todos os dias começamos o trabalho pelas 10h00 da manhã e voltamos ao hotel por volta das 21h00 e ainda é dia... Eu e o Adair saímos para caminhar por duas horas e quando chegamos ao hotel por volta das 23h00 está começando escurecer... Ninguém nas ruas... Nunca... Amanhece às quatro da manhã... Num desses passeios, entramos num restaurante Tailandês por volta das 23h00, quando ele estava quase fechado e pedi – May I have a coke? A mulher começou a ir para trás assustada e chamou o marido... Ela achou que estávamos procurando drogas... Caramba, que mal entendido...
Estamos finalizando um vídeo com minha passagem pela Itália fazendo workshops e devo disponibilizar isso nos próximos dias... Será um vídeo-diário, pois eu quero que vocês tenham a sensação exata de como foram aqueles dias...
Volto a escrever em breve e vamos postar alguns vídeos com pequenas amostras das músicas sendo mixadas...
Um grande abraço,
Aquiles

Hangar: Diário especial de gravação - Baseado numa história real I 21.05.2009
postado por Fábio Laguna
Há muito tempo atrás, durante uma sessão de gravação que eu estava participando, em Valinhos, interior de São Paulo, comecei a reclamar da vida profissional, dizendo que esperava mais, e mais, que a situação era frustrante, etc... Então o técnico virou-se na cadeira e fitou-me seriamente, dizendo algo como: “Hey! Será que você não consegue perceber que o seu melhor momento é agora? Você vai entender o que estou te dizendo daqui a algum tempo”... Mesmo eu tendo guardado as palavras deles até hoje, elas soaram como aqueles manjados “ditados de auto-ajuda”, do tipo “viva um dia de cada vez”, “quem vive de passado é museu”, etc, etc, etc? Mas diante de todo o meu ceticismo, começo a dar o braço a torcer e simplesmente acreditar que toda essa baboseira aí em cima, fruto de décadas de sabedoria popular, é a mais pura verdade: somos a única espécie que acha que precisa de mais do que o necessário pra viver, que pensa no futuro, quando na verdade somos como qualquer outra, que só precisa comer e dormir, pois o resto é “lucro”.
Pois bem, a idéia e a curiosidade de se fazer uma produção em um local “completamente isolado” ou inusitado é algo que guardo comigo há muito tempo, inspirado em outras produções que foram muito felizes com essa escolha, como o Machine Head (Deep Purple) e o Blood Sugar Sex Magic (Red Hot Chili Peppers), entre outros. De um modo geral, sempre achei essa coisa de gravação em estúdios algo um pouco prejudicial ao processo criativo, pois nos tornamos reféns de seus “taxímetros”, da disponibilidade de horários e da falta de privacidade causada pelo entra e sai de outras bandas e pessoas. Daí, quando saímos de um estúdio, depois de horas de metrônomo e pressão na cabeça, damos de cara com o caos da cidade grande... É por isso que ultimamente tenho preferido gravar as minhas participações em outras gravações no aconchego do meu bunker (apelido que dei ao meu mini-home-estúdio-dispensa, em minha casa), onde fiz parte dos arranjos desse novo disco do Hangar. Masssss, como convencer os “urbanóides” da minha banda de que o isolamento seria algo muito benéfico? Bem, não sou um cara muito persuasivo, mas o fato é que não só consegui trazê-los ao ambiente rural para uma pré-produção, como acabamos gravando na “roça” um disco de heavy metal extremamente inspirado, que vai marcar uma nova fase na carreira do Hangar. Para a nossa felicidade, o sítio onde 80% do disco novo foi gravado ofereceu não só a privacidade extrema, como também as mesmas condições de qualquer outro estúdio, com a qualidade que a gente buscava para esse trabalho. Além disso, esse nosso semi-isolamento serviu para estreitar ainda mais o bom relacionamento entre os integrantes da banda porque, literalmente moramos juntos, algo que nunca havia acontecido no Hangar. E já que é costume comparar uma banda a um casamento, então digo que certamente o Hangar acabou de se casar. O mais importante dessa estada aqui em Tatuí foi que, como não tínhamos pra onde correr, tivemos que resolver nossas últimas pendências bobas, e isso refletiu muito nas composições do novo álbum: o amadurecimento foi natural e inevitável.
Por essas e outras razões, gostaria muito de reservar as minhas palavras nesses últimos momentos dessa produção aqui no sítio para agradecer a pessoa que foi responsável pela concretização desse sonho: Nino, nossa gratidão será eterna e esperamos um dia poder recompensá-lo à altura. Muito obrigado a você, a Neiva e toda sua família por ter nos acolhido durante esses três últimos meses. Em breve o novo álbum do Hangar será lançado mundialmente e temos a plena ciência de que boa parte do reconhecimento de nossos fãs, amigos e famílias estará intimamente ligado a esse apoio incomensurável de vocês.
Um grande abraço a todos!!!

Hangar: Diário especial de gravação - Baseado numa história real I 21.05.2009
postado por Nando Mello
Quando surgiu a ideia de irmos para um sítio no interior de São Paulo, mais precisamente em Tatuí, não imaginei que depois de quase 100 dias teríamos tanta história e estórias para contar. Iniciar um projeto do zero e terminá-lo no prazo com a qualidade necessária é um desafio que somente pessoas com muita fibra conseguem. Quando voltei para o sítio após 20 dias de ausência, foi exatamente isto que encontrei: garra, fibra e determinação. Estive aqui por três vezes anteriormente, em fevereiro e março para compor as músicas e em abril para as sessões de gravação. Durante este tempo, nas minhas caminhadas pelo pátio da casa onde estávamos (sim, eu caminho para pensar sobre tudo), eu sempre observava o que todos estavam fazendo e apelidei este momento coletivo de “surto criativo”. Momentos de superação em busca de algo maior, a satisfação através de nossa música e como elas poderiam tocar o sentimento das pessoas. Quando entrei na banda em 1999 imaginava que um dia poderíamos chegar até aqui e esperei longos 10 anos. Embora o TROYC tenha sido um disco maravilhoso e que irá ficar para sempre nas nossas memórias, como valeu a pena esperar pelo próximo. Independentemente do cansaço, dos momentos de espanação que poderiam ser júnior, master ou sênior (a pior de todas) o que eu sentia era a vibração das pessoas em busca deste ideal. Aprendi muito com o Sr. Adair “De novo” Daufembach, excelente profissional sempre focado em conseguir o melhor som de baixo que um disco do Hangar já teve e realmente conseguimos. O Humberto, nosso novo vocalista, profissional ao extremo e uma surpresa agradabilíssima como pessoa. Como sempre digo “as coisas não acontecem por acaso”: bem-vindo à família Hangar. A garra do Martinez, a ponderação do Fábio e com certeza a determinação do Aquiles em conseguir tirar o máximo de todos, fizeram com que estes últimos três meses fossem inesquecíveis para mim. A estes três loucos um agradecimento especial por dez anos de Hangar e obrigado por ainda estar “participando desta loucura”, o incrível sonho de “tocar em uma banda rock”. Quanto às músicas... bom isso já é um outro capítulo que em breve será escrito, pelo Hangar e por todos vocês que estão lendo este diário. Abraaaaçoo...


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